Tive saudades, eu sei
Usei-te longos anos
Como escudo.
E sucumbi minhas angústias
em beijos.
Chorei,
tive ciúmes.
Por orgulho, fugi.
Hoje aqui estou
ao cantar e embriagar-me
em contos de saudosismo e
solidão.
entre abraços frios e despedidas.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
E é a mim que escrevo
Num exercício introspectivo
A fim de me suavizar
E no embaraço do ser vista
Temo ser lida
Por alguém como você
Que aí me espia
Confesso a ti não tê-lo olhado
Nem tê-lo tocado
Como a mim o faço
Num ato egoísta.
Confesso, também, tê-lo haurido
Num movimento retroativo
e, num instante,
tê-lo sucumbido ao abisso.
Confesso a ti não tê-lo amado
E, na tentação das palavras não ditas,
tê-lo consumido
Num desdém narcísico.
Também confesso minha inexatidão
e meus excessos
Confesso, também, minhas tentativas
e minhas más escolhas.
Confesso a ti não tê-lo amado.


